Você gosta de matar o chefão? Melhor ainda é fazer game over


       Esse era o lema do carnaval, tinha terminado meu relacionamento assim como minha melhor amiga, não havia dúvidas de que seria o melhor carnaval dos últimos tempos, preparamos as camisetas, organizamos a programação, casa liberada, bebida comprada, e de fato aquele foi um carnaval para a história, beijamos algumas bocas, tomamos muita cerveja, ganhamos muitas histórias, e adquirimos bordões que perduram até hoje, conseguimos alcançar nosso objetivo, esgotamos todas as possibilidades e chegamos ao GAME OVER.

       Naquele momento da nossa vida o ápice era esse, não queríamos um carnaval onde ganhássemos algo, queríamos era perder tudo, gastar tudo, toda nossa alegria gargalhando, todas nossas coreografias dançando, todo nosso dinheiro em cerveja, todos os nossos beijos em bocas carnavalescas e todas nossas pulseiras coloridas na pista, queríamos usar toda a intensidade que o momento merecia, sem pensar se amanhã teríamos que limpar a sujeira para encarar o próximo dia, sem ficar no compromisso de passar de fase.

       Pensando na vida hoje, vejo a todo momento novos GAME OVER’S que quero alcançar, quero fazer GAME OVER quando encontrar um novo amor, quero um desafio que me faça lutar com todas as minhas forças até que:GAME OVER, eu me satisfaça, quero pessoas que valham a pena esgotar todas as possibilidades, conhecê-las até fazer GAME OVER, porque de fato eu não quero matar o chefão, eu quero fazer GAME OVER, quero me dedicar para aquilo com o máximo de empenho que eu puder, pois os desafios nunca terminarão, as coisas não são definitivas, mas quando estivermos fazendo algo que seja com devoção total, não atingiremos a perfeição, mas saberemos que colocamos o que tínhamos de melhor.

        Que matemos só nossos medos, nossos receios, que matemos somente aquilo que nos faz mal, porque as coisas que fazem bem, melhor que façamos GAME OVER, e sempre recomecemos, reiniciemos com um olhar diferente, com novas estratégias, novos horizontes, mas não querendo matar o chefão e sim querendo fazer GAME OVER, querendo ir até o fim de tudo que a vida nos apresentar.

 

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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