Olhos ingênuos


Sexta à noite, vinda direto do trabalho, Happy terminando, saída do bar, teor alcoólico levemente elevado, sou surpreendentemente apresentada há um ser que se naquele momento não tivesse anotado seu número no meu telefone, e colocado o próprio nome no buscador do meu Face, provavelmente eu não lembraria nem da cara, mas ele fez tudo isso, na saída do bar, comigo vinda direto do trabalho, em uma sexta à noite, com o teor alcóolico levemente elevado, no Happy terminando.

Atitudes que com certeza fazem a diferença, atitudes com poder de desencadear interação, que fogem do comum, e que se tornam ainda mais bonitas, quando surgem de interesse verdadeiro, de vontade de conhecer o outro, porque ele atiçou tua curiosidade, porque você sente necessidade de entender do que aquele indivíduo se “alimenta”, porque tu quer saber o que ele faz quando acorda, e o que lê antes de dormir, e conhecer aquela pessoa se torna imprescindível, quase uma obsessão.

E claro que quando despertamos interesse em alguém, mesmo que não desperte o mesmo em nós, ficamos curiosos, para descobrir quem era o tal interessado, que fez tanta questão de qualquer tipo de contato que pudesse fazer-nos reencontrar no futuro, isso faz bem, levanta a auto estima, dá de brinde uma sensação boa, para uma noite que não tinha pretensão nenhuma além de espairecer a cabeça.

 

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Empunhada de curiosidade e redes sociais que interagem, nos reencontramos, conversamos, e descobri que por trás de todo aquele empenho em me conhecer, habitava um ser de olhos azuis mergulhados em uma profunda ingenuidade. Estes olhos me enxergaram de uma maneira tão pura e sem malícia, que até eu mesma fiquei surpresa com aquele olhar, não sei se pela pouca idade, pelo brilho que tinham, ou pela expressão que acompanhava aqueles olhos, percebi que eles me viam de uma forma única, e me senti privilegiada, eles me tornaram especial.

Foi surpreendente me perceber por aqueles olhos, olhos que me admiravam enquanto eu bebia uma cerveja e contava uma história qualquer, eles pareciam-me estar observando uma coisa inédita, eu tinha atenção exclusiva, parecia não existir mais ninguém, ao passo de que eu olhava para eles e tentava imaginar o que eles viam ao olhar para mim, o que de tão encantador podia merecer tanta concentração. Parecia que eles estavam enfeitiçados, se é que exista feitiçaria por ai, acompanhavam meus movimentos e admiravam meus gestos, mas aqueles olhos eram diferentes de outros que já me olharam, eles não me despiam, eles não me censuravam, eles me observavam muito mais profundamente do que com admiração.

Aqueles olhos traziam uma inocência, uma ingenuidade que não encontrava limites, e me enxergaram como eu acredito enxergar poucas coisas, em um mundo de olhos críticos e recriminadores, privilegiados são aqueles que conseguem enxergar algo desta forma, mais ainda enxergar alguém com esse olhar, me senti lisonjeada por ser enxergada assim, mas ao mesmo tempo percebi que observar o mundo com mais ingenuidade torna as coisas mais doces, mais admiráveis, com olhos mais ingênuos nos tornamos mais capazes de ver beleza na simplicidade da vida.

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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