O meu pecado é diferente do seu


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Foto: Mariana Matos

                Não, não me julgue, assim como eu não irei te julgar, coloquemos a cabeça a pensar, para toda ação existe uma reação, já diria meu professor gato de física do ensino médio, isso é lei, pelo menos na física, mas as ações mudam, e as reações consequentemente serão também diferentes.

E isso é uma regra da vida, você tomará decisões, traçará caminhos, escolherá uma roupa, e pegará um ônibus, e todas estas ações terão reações, você pode optar, e estas opções é que são ímpares, são singulares a cada pessoa, impossível classificar as motivações que levam alguém a fazer uma ou outra escolha, impossível classificar estas escolhas como certas ou erradas, tudo depende do que está acontecendo dentro do recôndito de cada um, dentro da caixinha sigilosa que guardamos dentro de nós.

                      É fácil e até intrínseco ao ser humano julgar, apontar erros, declarar defeitos, mas odiamos quando as nossas fraquezas viram pauta, quando alheios sentem direito de julgar nossas atitudes, nosso comportamento, nessas horas devemos repensar nossas atitudes e nos reposicionar em relação ao outro, o que ele passou para tomar uma certa decisão, e como pode estar sendo difícil para ele encará-la, assim como é difícil encarar certas decisões que nós tomamos, já somos auto flageladores o suficiente para merecer mais açoites.

                    Sejamos mais amenos com o pecado de outrem, sejamos mais humanos, a ponto de conseguir reconhecer que por trás de uma atitude há uma série de circunstâncias que desencadearam aquela decisão. Minhas preferências podem ser opostas as suas, todos estamos sujeitos a fazer escolhas que não sejam as preferidas, e sim as que podiam ser feitas naquele momento, ao perceber isso, você passa a julgar menos e percebe que seu pecado pode até ser diferente do meu, mas vivendo sobre a terra, somos todos pecadores.


Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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