O fim – nunca estamos preparados


       A gente nunca espera o fim, a gente nunca quer o fim, e por mais que adiemos finalizar certas coisas, cedo ou tarde o fim chega, e chega como um soco na cara, uma bofetada de mão aberta, um mata-leão de ufc, ou uma voadora de muaytay, sem nos preparar para aceita-lo, chega sem nenhum aviso de como vai ser, sem tempo de planejamento para enfrenta-lo.

       Mas o fim é como a morte, que chega sem aviso prévio, ou cartinha de negativação do SPC, chega como visita surpresa e resfriado no verão, nunca estamos esperando, nunca estamos realmente prontos para esses momentos, por mais que saibamos que eles podem vir a acontecer, são coisas que esperamos sem esperar, que passam pela nossa cabeça, mas não ficam nunca na tela principal, não ocupam nossa massa cinzenta como prioridade, é o risco que se corre em estar vivo, em esquecer de pagar a conta, em ter amigos e em não levar o casaquinho que sua vó tanto insiste.

       Porém um desejo maior é que a morte seja rápida, sem hospitais, sem sofrimento, que conta seja paga tão logo lembre-se dela, que as visitas sejam recebidas e tornem a noite agradável, que se tome um chá quente e acabe com o funga-funga, não adianta criar dramas, não adianta tornar situações inesperadas em situações de sofrimento, assim como é possível enxergar um fim bom para elas, também há um fim para um amor, para uma dor,um amor que deixou de ser, ou que se deixou de ter, junto uma dor que apareceu, que surgiu, que eles também passem rápido, e que não se arrastem pra mais lugar nenhum.

       Porque amores e dores arrastadas fazem sofrer demais, fazem errar demais, aceitar que chegou o fim, e que preparado ou não para este fim é necessário resolve-lo, absorver esse final, e aceitar que existiu, mas não existe mais, que haviam dores na alma, mas conferir só as cicatrizes, sem mais ofensas, sem mais delongas, sem mais promessas, o fim é simples, sua chegada inesperada é que complica tudo.

 

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria.
Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes.
Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização.
Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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