A gente se acostuma, mas não devia


       

      A amizade que se distanciou, o emprego que não agrada, o portão com jeitinho pra fechar, o relacionamento que não tem mais frio na barriga, a gente se acostuma, mas não devia.

        O ser humano tem uma capacidade infinita de adaptar-se, ele é capaz de assimilar as mais diversas situações e circunstâncias e se condicionar à elas, isso é uma grande vantagem, pois nos torna seres com um potencial sem fim.

         Porém, mesmo com o nosso telencéfalo super desenvolvido e essa super capacidade de adaptação, ainda utilizamos essas ferramentas para um auto boicote. Colocamos o adaptar no automático e vamos adiante achando (só por já estarmos acostumados) que está tudo bem, a gente se acostuma, mas não devia.

      Não deveríamos ficar longe dos amigos pela falta de tempo, mas a gente se acostuma.

          Não deveríamos aceitar trabalhos que não nos realizam, mas a gente acostuma.

          Deveríamos arrumar o portão, mas a gente se acostuma a dar um “jeitinho”.

          Não deveríamos aceitar um amor meia boca, mas a gente acostuma.

       E nessa de acostumar, quando vemos, o tempo passou, a amiga casou, o trabalho continua apenas ocupando nossas horas, o portão cada dia pior e o coração frio, resultado de um amor vazio.

A gente se acostuma, mas não devia.

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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