Ela diz que, apesar de tudo, ela tem sonhos…


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               Apesar de a vida apresentar inúmeras maneiras terrenas de fazê-la desacreditar nos sonhos e de até duvidar que é capaz de realizá-los, apesar de o dia a dia fazer com que seus pés estejam sempre cravados no chão, seu pensamento, meio bobo, meio ingênuo, meio louco, meio inconsequente, acredita no mundo que ela criou, e em todos os sonhos que aos poucos e nos momentos certos ela tem realizado.

              Ela tem os mais banais, os mais improváveis, os mais complexos, os mais lindos sonhos… E guarda todos eles para serem usados no momento certo… Ela não os guarda pra sempre, claro que não, ela apenas os deixa em stand by para serem utilizados no instante mais propício, na hora em que a realização daquele sonho irá realmente fazer diferença na vida.

            Ela tem também sonhos secretos, que é provável, nunca compartilhará com ninguém quando os realizar, talvez, apenas quem viver o sonho com ela saberá… E esses sonhos, todos eles, alimentam, trazem a sensação de que nada está sendo por acaso, de que a vida faz sentido, e que, assim como é possível sonhar, é possível realizar.

              A diferença dela é que, apesar de ter muitos sonhos, a vida por si já a faz feliz, nas manhãs enquanto admira o sol, nos copos de cerveja do bar, nas longas conversas com os que ama, no trabalho que realiza, nas calçadas da cidade onde mora.

              Seus olhos, aos olhos dos outros, são quase utópicos, e veem as coisas com a beleza que ela imagina nos seus sonhos, e mesmo no mundo real, parece que está sempre sonhando.

          Sonhar exige coragem, realizar os sonhos exige ação, e a vida nem sempre facilita essas ações, mas se realmente desejamos realizar tudo o que sonhamos, precisamos ultrapassar as barreiras e vencer nossos desafios. Parafraseando Biquini Cavadão, “ela diz que, apesar de tudo, ela tem sonhos…” e um por um, os tornará reais.


Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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