Cultura exige cultura


        O que define uma pessoa culta? Pensando a respeito percebi que todos somos cultos, cada um dentro da sua realidade cultural, definir como cultas apenas pessoas que leem Tolstói e ouvem Bethoven, seria limitar a cultura a um público mínimo e com acesso a coisas inimagináveis para uma maioria.

       Posso dizer que sempre me dediquei a ser uma pessoa “culta”, gosto de saber um pouco sobre tudo, leio bestsellers, leio clássicos, afino meu ouvido para boas músicas, apuro meu paladar para novos sabores, refino meu gosto para vinhos, assisto aos lançamentos de filmes, mas isso me torna realmente mais “culta”?

      Se colocarmos no Google “Como ser uma pessoa culta?”, vai aparecer um passo a passo de como adquirir cultura seguindo algumas etapas… isso é possível? Claro que não, ser culto está relacionado a saber se aprofundar na sua realidade, é inviável exigir que uma mãe com quatro filhos leia “A Odisséia”, se sua casa é a própria odisseia, mas garanto que se perguntar a ela qual a melhor forma de amenizar uma dor de ouvido, você terá a resposta, e isso não é cultura?

       Um pescador deve ser tachado culturalmente inferior por não escutar Mozart, sendo que ele pode dar todas as previsões do tempo, direção dos ventos, condições do mar, e qual o peixe da época com uma simples olhada para o oceano, o conhecimento dele é menos cultural?

      Impossível julgar e definir quem é culto e quem não é, a cultura está diretamente ligada ao que é importante na vida de cada pessoa, conhecer pessoas que também entendem de um assunto que dominamos, faz com que estudemos mais sobre tal assunto, e que aprendamos com aquele que tem informações agregadoras as nossas, mas definir cultura é algo muito conservador.

      Pois cultura é permitir-se adquirir novos conhecimentos, ver novos horizontes, é absorver tudo que a vida apresenta, é estar aberto e sugar destas experiências o melhor que elas possam nos dar, pois quanto mais sabemos, mais queremos saber, cultura exige cultura, e isso não significa necessariamente que eu tenha que estar assistindo o Bolshoi ou recitando Neruda, isso significa que eu entenda dos assuntos que me desrespeitam, e busque me tornar muito bom no que eu faço na minha vida, seja colhendo laranjas ou escrevendo livros.

 

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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