Chove lá fora


Chove lá fora, e o bueiro transborda, na mesma intensidade que os pensamentos na minha cabeça, como a água tomando conta da rua, vejo meus devaneios preencherem todos os cantos, sem tempo para salvar nada, nem as memórias, nem a razão, está tudo lavado por eles como as calçadas estão pela chuva, agora já não adianta correr, não adianta tirar as coisas do caminho, a água já molhou, e os pensamentos já se espalharam.

Chove lá fora, e a água escorre pela janela, assim como as lágrimas pelo meu rosto, vai purificando por onde passa, removendo a poeira impregnada que foi levantava pelos dias de sol, minhas lágrimas também removem, mas não a poeira, removem as lembranças ruins, retiram pra que elas não ocupem o espaço da felicidade que está sempre chegando.

Chove lá fora, e a corredeira desce o morro, trazendo com ela o que estiver no caminho, assim como minhas emoções que parecem me sufocar tamanha a intensidade que escoam, o estrago é certo quando o barro alcança a planície,o rebuliço confuso de reflexão também me atinge.

Chove lá fora, e chove aqui dentro, minha alma se banha, é hora de deixar a chuva lavar tudo que houver para ser lavado, é hora de desentupir a boca-de-lobo, é hora de escorrer todos os mau entendidos, e sentimentos rançosos, é hora de recomeçar, depois da tempestade sempre vem a calmaria, e eu espero ansiosa pelo o arco-íris.

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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