Caça às bruxas


      Aproveitando que o Halloween está chegando, vou levantar um assunto um tantinho polêmico, e que anda chamando muito minha atenção, às bruxas estão soltas, e na verdade sempre estiveram, porém nunca tinha visto uma caça às bruxas tão intensa.

      E não, não estou falando dos seres encantados que habitam os contos de fada e as festas de Halloween, e não que não existam bruxas de verdade, mas também não estou falando delas. Estou falando dessa nova “moda” da internet, de achar que podem julgar e apontar erros de tudo aquilo que pensam não ser o “correto”.

     Quando começamos a fazer tanta tempestade em copo d’agua?? Escrevi um texto, quando houve a polêmica do clipe da Mallu Magalhães, e agora volto a este assunto, que confesso não é dos meus favoritos, mas não podemos fazer somente o que gostamos, pois não?

      Então, estou correndo pelo meu feed e vejo coisas como “tranças nos cabelos e apropriação cultural”. Oi?? Eu sou branca, tenho cabelo liso e poucas vezes lembro de ter sofrido um preconceito, mas desde pequena meu sonho era ter um cabelo cheio de tranças como as mulheres e homens negros tem, e algumas vezes cheguei a fazer, isso quer dizer que estou me apropriando da cultura deles?? Eu não consigo acreditar que este assunto tenha sido levantado, eu creio que as pessoas “brancas” que usam trança, usam porque gostam, e sendo uma característica de cabelos de pessoas “negras”, não quer dizer que está se apropriando, e sim que admira, gosta, acha bonito, o que isso tem a ver com cor de pele?

           Até porque então já que tenho cabelo liso, todas as pessoas de cabelo crespo que alisarem estarão se apropriando da minha cultura? Eu sei, eu sei que muitos vão levantar bandeiras de que é diferente,  mas o que eu penso é que o preconceito e a apropriação estão nos olhos de quem vê, tratem as pessoas igualmente e acabaremos com o preconceito.

         Anitta contratou um bailarino com síndrome de Down e foi criticada, contratou bailarinas gordas e foi criticada, peraí quem está sendo preconceituoso? Anitta ou as pessoas que a criticam e vêem preconceito onde na verdade só existe igualdade.

       Vamos parar de caças às bruxas, de achar pelo em ovo, se cada um cuidar de si e fizer a sua parte, garanto que o mundo se torna um lugar mais agradável, que a vida fica mais leve, e que poderemos nos fantasiar do que for no Hallowen sem os americanos dizerem que estamos nos apropriando da cultura deles.

        O povo brasileiro tem que parar com essa mesquinhês de achar que tudo é pro mal, o mundo mudou, as coisas mudaram, somos iguais, levantar essas bandeiras só prova que ainda existem muitas pessoas que vivem com as cabeças cheias de preconceitos!

 

Camila Amaral

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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