A liberdade de prender-se em alguém


Foto: Mariana Matos

Foto: Mariana Matos

            O art. 5º da Constituição Federal resguarda nosso direito de ir e vir, bem como nosso direito a não obrigação de fazer qualquer coisa que não seja por nossa própria vontade, exceto em virtude de lei claro, e é ele também que assegura a liberdade de expressão e a igualdade entre homens e mulheres, visto isso percebemos que a menos que a pessoa queira, ela de fato, não é obrigada a fazer o que quer que seja.

            Depois de nos atualizarmos deste respaldo legítimo, ocorrem-me dúvidas do porque as pessoas se prendem a situações e relações que as colocam em circunstâncias de deterioração de sentimentos, porque permitir-se estar em um relacionamento sanguessuga, que não soma, não acrescenta, estar por estar ao lado de alguém, como se o outro fosse uma bola de ferro preso ao calcanhar, um peso que é carregado por pura subordinação há um amor que já não está por vontade própria, e sim por ter acostumado a ficar por ali.

            Vivemos em uma época que temos a opção de nos prendermos a quem quisermos e não podemos permitir sermos aprisionados por “amores gaiolas”, por conveniência, comodismo ou submissão, somos pássaros livres, sem nenhum impedimento de pousar no galho mais aconchegante que encontrarmos.

            Que sejamos livres para escolher onde queremos nos prender, para qual algema esticaremos nossos braços, temos liberdade suficiente para escolher onde amarraremos nosso cavalo, ou em qual parede pregaremos nosso quadro, temos poder de escolha, e opções para escolher, só não podemos permitir que essas decisões gerem sofrimento, que essas decisões não nos façam felizes, ou não façam quem está ao nosso lado feliz.

            Temos a liberdade e as opções a nosso favor, só ficamos engaiolados se quisermos.


Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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