5 coisas que aprendi morando na Europa


Parece que foi ontem que cheguei aqui, mas já fecharam 10 meses e eu decidi fazer uma listinha das 5 coisas que eu aprendi morando na Europa.

Me dei conta de que o tempo passou porque cheguei aqui no inverno, e o inverno já está chegando novamente, então concluí que era hora de fazer um balanço do que eu havia aprendido, do que havia mudado na minha maneira de ver e encarar as coisas com esta experiência.

Bom chega de papo e vamos lá:

1 – A CAMILA QUE CHEGOU NÃO EXISTE MAIS

Calma, não estou dizendo que virei outra pessoa, na verdade esse tópico tem a ver com todos os lugares ou coisas que fazemos que muda nossa vida de uma maneira drástica. Dez meses depois não penso mais da mesma forma de quando saí do Brasil. Novos costumes vão se agregando aos nossos antigos e coisas que pensamos que nunca faríamos, fazemos, porque encaramos novas experiências todos os dias.

Os primeiros 5 meses eu morei em Portugal, falamos a mesma língua correto? Sim, entendemos tudo que eles falam? Não. Chocante né, também achei, mas quando saí de lá já estava falando “percebes” ao invés de “entende”, e entendia tudo o que falavam.

A Camila que chegou não existe mais, assim como todos aqueles que saem da sua zona de conforto e se dispõem a encarar o novo.

2 – OS FILMES PASSAM A FAZER MUITO MAIS SENTIDO

Eu nunca tinha saído do Brasil, e neste ano tive essa oportunidade maravilhosa na minha vida, e já conheci mais cidades em Portugal do que conheço no Brasil, Paris e alguns lugares na Espanha.

Sempre fui cinéfila, maratonas de filmes (com muita pipoca pvf), é uma programação que eu amo, e sempre olhava os filmes, mas mesmo sendo observadora, eram apenas lugares bonitos. Aí tu chega aqui e começa a reconhecer os lugares que um dia viu em filmes. É mágico, impressionante, emocionante, olhar os filmes e ver lugares que tu já esteve pessoalmente é uma sensação muito, muito boa.

3 – AS PESSOAS SÃO APENAS PESSOAS

Sempre pensamos que “ah os europeus são isso, são aquilo”, criamos milhões de pré concepções baseadas em opiniões que ouvimos, lemos na internet, ou imaginamos em nossa cabeça, mas no fim das contas somos todos seres humanos, simples.

Eles querem saber dos nossos costumes como nós queremos saber dos deles, eles tem curiosidade de como se vive no Brasil, eles também tem pré concepções, mas no fim das contas, depois de uma conversa só concluímos que todos são pessoas, com seus medos, suas dúvidas e seus desafios.

4 – A LINGUAGEM DE SINAIS É UNIVERSAL

Meu inglês é o mais chulo possível, mesmo estudando é aquele tipo de coisa que não entra na minha cabeça, enfim, em Portugal foi tranqüilo, mas e em Paris, vai se comunicar como? Em Francês? Hahahah, nunca né.

Daí a gente descobre que faz mímica melhor do que imaginava, que aquilo que tu sabe de inglês surge impressionantemente rápido na nossa cabeça e estamos lá, fazendo gestos, juntando palavras, catando expressões, encontrando pessoas que falam português, enfim nos comunicando.

5 – NÃO VIVEMOS DE FOTOSSÍNTESE

Essa com certeza foi a coisa mais maluca que eu aprendi, todos que vivem aqui no velho continente, pensam que “nós” brasileiros, somos felizes, fazemos festa, e vivemos cheios de animação porque temos muitos dias de sol durante o ano.

E sim, temos mais dias quentes do que por aqui, mas irremediavelmente, não vivemos de fotossíntese, não consideramos o sol o nosso bem maior. Somos felizes, somos criativos, fazemos festa, porque temos dificuldades demais, problemas demais, e um dom incrível de superar isso.

 

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Os brasileiro são os reis da reinvenção, se desconstroem e criam novas possibilidades para encarar os desafios de viver em um país que tem problemas críticos que por aqui não ocorrem com a mesma freqüência.

Não vivemos de fotossíntese, mas temos um poder de disseminar felicidade a ponto de ela atravessar o oceano e passar essa imagem leve para aqueles que vivem além mar. É um orgulho saber, que mesmo nosso país estando em uma situação tão difícil ainda sejamos capazes de encontrar a felicidade.

Bom gente, esta foi mais uma listinha aqui do QDG, logo pretendo fazer mais, se vocês tiverem gostado claro.

Espero aqueles comentários, críticas e sugestões como sempre!

Obrigada por vocês que acompanham o quem diria e me dão aquela motivação, que as vezes falta, para continuar!

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Camila Amaral

Sobre Camila Amaral

Não tenho uma história bonita pra contar, de que comecei a escrever poesia com nove anos, ou que respiro porque escrevo. Sempre gostei muito de ler, e sempre gostei muito de contar histórias, mas escrever, escrever mesmo, só se tornou recorrente quando me prontifiquei a materializar esse projeto, que hoje é meu, mas também é das minhas amigas, que tanto insistiram e me fizeram prometer que ele existiria. Mas vejo, nesse pouco tempo, que comecei a passar minhas ideias e histórias para o papel, como isso tem me feito bem, e tem me ajudado nessa busca diária de me tornar um ser humano melhor, mais cheia de alma, e mais cheia de calma, percebo como isso tem me feito enxergar o que antes não via, e observar o comportamento das pessoas infinitas vezes mais que antes. Meus escritos sempre tem muito de mim, mas também tem muito do que eu observo, ouço, aprecio e absorvo por aí, um pouco fruto da realidade, um tanto fruto da imaginação. Designer de Moda por formação, sempre pronta pra me reinventar e começar de novo, graças a Deus ideias e sonhos não tem prazo de validade, e nem limite de utilização. Sou privilegiada pelas muitas “famílias” que tenho e que ganhei ao longo dos meus vinte e poucos, me sinto especial quando percebo o tanto de gente incrível me rodeia, e são esses seres mágicos, os lugares, os cheiros, gostos, os sabores, as dores, e as alegrias, os sonhos e as realizações, o dia-a-dia e o excepcional que me inspiram e servem como fonte infinita para escrever e contar pra vocês um pouquinho de como eu enxergo esse mundão.

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